Felino da família Puma é resgatado em prédio de Rondônia; fotos
07/07/2017 - 8h34 em Rondonia

Felino da família Puma é resgatado em prédio de Rondônia; fotos

Animal estava descendo o rio e se escondeu em um prédio quando chegou na margem de rio. Após ser resgatado, felino foi solto em uma reserva na zona rural.


 
Felino foi levado e solto na reserva extrativista (Foto: Rede Amazônica/Reprodução)Felino foi levado e solto na reserva extrativista (Foto: Rede Amazônica/Reprodução)

Felino foi levado e solto na reserva extrativista (Foto: Rede Amazônica/Reprodução)

 

Um gato-mourisco, da família do Puma, foi resgatado nesta quinta-feira (1°) pelo Corpo de Bombeiros no prédio do Porto Oficial de Guajará-Mirim (RO), município localizado na fronteira com a Bolívia, a cerca de 330 quilômetros de Porto Velho.

O felino foi visto descendo o Rio Mamoré nadando e passou a ser acompanhado de perto por uma embarcação. Quando chegou na terra firme, correu e se escondeu em uma sala de um prédio próximo da água.

 
 
 

Felino ficou bravo ao ser resgatado em Guajará-Mirim

Várias pessoas se aglomeraram para ver o animal e acionaram a equipe de resgate dos bombeiros para fazer a captura. Depois de ser pego, o gato-mourisco foi levado para o prédio do Subgrupamento do Corpo de Bombeiros para posteriormente ser solto na Reserva Extrativista Rio Ouro Preto (Resex do Rio Ouro Preto), a aproximadamente 40 quilômetros do município.

Procurada pelo G1, a bióloga Caroline Mitsutake, disse que o nome científico do felino é Puma yagouaroundi, da espécie Puma, mas popularmente ele é conhecido por vários nomes como eirá, gato-preto, raposa-de-gato, onça-de-bode e maracajá preto.

 
Possivelmente o animal tenha vindo da margem boliviana, diz bióloga  (Foto: Rede Amazônica/Reprodução)Possivelmente o animal tenha vindo da margem boliviana, diz bióloga  (Foto: Rede Amazônica/Reprodução)

Possivelmente o animal tenha vindo da margem boliviana, diz bióloga (Foto: Rede Amazônica/Reprodução)

 

Além do Brasil, o animal também existe na fauna dos Estados Unidos e vários países da América do Sul como Peru, Argentina, Paraguai, Bolívia, Equador, entre outros.

Possivelmente o animal tenha vindo da margem boliviana ou de alguma área próxima da margem brasileira em busca de alimento ou de um novo habitat.

“As ações humanas como desmatamentos e queimadas são fatores que podem levar os animais a fugirem do habitat onde viviam e buscar outras áreas, ou simplesmente poderia estar em busca de se alimentar. Não sabemos se é comum na região encontrar esse tipo de felino nessas circunstâncias e qual o local de maior incidência onde vivem, pode ter vindo da fauna boliviana ou ter fugido de algum contrabandista de animais”, explicou a bióloga.

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